“Dêem o grito de Guerra em Bete-Ávem; esteja na vanguard, ó Benjamim”.(Os 5.8)
SÓ PODE SER A GRAÇA de Deus! Colocar a tribo de Benjamim na vanguarda, na dianteira da tropa, é algo fantástico! É uma manifestação inequívoca da capacidade perdoadora de Deus. Pois nos arquivos históricos de Israel havia o registro de uma tragédia ocorrida na época pré-monárquica que causou a morte de 40 mil israelitas e 25 mil benjamitas, tudo por culpa da tribo de Benjamim (Jz 20.1-48). O núcleo dessa guerra civil foi o crime sexual cometido por Gibeá, quando uma mulher que estava de passagem foi violentada por vários homens numa só noite até morrer (Jz 19.22-30).
Só a misericórdia divina explica por que o Senhor ordena: “Esteja na vanguard, ó Benjamim”. Só a misericórdia divina coloca o nome de Tamar, Raabe e Bate-Seba na genealogia de Jesus (Mt 1.3-6). Só a misericórdia divina pode dizer três vezes a Pedro depois da tríplice negação: “Cuide dos meus cordeiros” (Jo 21.15-18).
Tenho e terei plena consciência de que as misericórdias do Senhor são inesgotáveis!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
“[Israel e Judá] traíram o Senhor; geraram filhos ilegítimos” (Os 5.7)
FILHOS ilegítimos são as crianças que não nascem dentro do matrimônio. Elas não têm sobrenome verdadeiro. Vêem o pai às escondidas, uma vez ou outra. E alguns casos, não o vêem nunca e nem sabem quem é ele. São lembrança eternas de alguma paixão incontida, satisfeita em oculto, em desrespeito às promessas de fidelidade. São os “filhos de adultério” (Os 2.4), de mãe infiel e de pai irresponsável. São os filhos do amor livre, gerados nos gramados da universidade ou em motéis à beira das estradas.
O mais famoso filho bastardo da história bíblica é Jefté, um dos juízes que livrou Israel do jugo dos filisteus e dos amonitas. Como quase sempre acontece com os ilegítimos, Jefté sofreu forte discriminação de seus irmãos, no caso dele, não da parte de mãe, mas de pai: “Você não vai receber nenhuma herança de nossa família, pois é filho de outra mulher” (Jz 11.2).
São também chamados de filhos ilegítimos as crianças que nascem em períodos de infidelidade religiosa.
Serei fiel ao meu cônjuge e ao meu Senhor!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
“…Quando [Israel e Judá] forem buscar o Senhor[…] não o encontarão; ele se afastou deles (Os 5.6)”
EM DIAS DE FESTA, todas as tribos de Israel subiam a Jerusalém para adorar. Iam em grupos, entoando cânticos de peregrinação (Sl 120-134), certos de que o Senhor estava lá em cima, no templo construído por Salomão, mais precisamente no lugar santíssimo, conhecido como o Santo dos Santos.
Agora o profeta dá uma notícia muito esquisita: “Quando [as duas tribos do reino do sul e as dez tribos do reino do norte] forem buscar o Senhor com todos os seus rebanhos e com todo o seu gado, não o encontrarão”. Por que? Porque o Senhor “se afastou deles”.
É isso que o pecado insiste em fazer, como dizia o profeta Isaias: “Vejam! O braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar [...], mas as suas maldades separam vocês do seu Deus” (Is 59.1,2).
Para encontrar o Senhor, é preciso primeiro tomar conhecimento do pecado e confessá-lo. Então tudo muda de figura: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jr 29.13).
Buscarei o Senhor com coração contrito, perdoado e purificado e o encontrarei!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
A MENSAGEM É PARA o povo, é para o clero e é para a família real. Não é só para o rei. É para ele, sua esposa e seus filhos. Pois a esposa é a rainha, a primeira dama, e os filhos são os príncipes, estando entre eles o herdeiro do trono.
A mulher do rei nem sempre é calada, nem sempre é conivente com o marido, nem sempre vive recolhida em sei quarto, nem sempre é passiva. Que o diga Jezabel, mulher do rei Acabe. Ela também precisava se assustar com os recados de Deus.
Os filhos do rei nem sempre são flores que se cheiram. Que o digam os filhos do rei Davi. Um deles (Amnom) violentou a própria irmã (2 Sm 13:1-22). Outro (Absalão) assassinou o próprio irmão (2 Sm 13:23-29), conspirou contra o próprio pai (2 Sm 15:1-37) e teve relações com as dez concubinas de Davi (2 Sm 16:15-23).
Não deveria haver escândalos nem nos mais altos escalões do governo nem na mais alta altarquia religiosa. O exemplo de cima é muito importante para incentivar tanto o bem quanto o mal.
Não serei motivo de tropeço para os grandes nem para os pequenos!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
“...Os israelitas são rebeldes como bezerra indomável...”(Os 4.16ª)
INDOMÁVEIS SÃO os israelitas de ontem e muitos crentes de hoje. Eles são vencidos pela inveja, pela íra, pela briga, pela soberba, pelas paixões, lacivas, pelo egoísmo, pela ambição, pelo vinho, pela gula. São tão indomáveis na área sexual que Paulo recomenda: “Se não conseguem contralar-se, devem casar-se pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo” (I Co 7.9). São tão indomáveis que, mesmo casados, estão sujeitos a ser infiéis aos seus cônjuges. As bezerras indomáveis têm pavio curto e língua comprida, passos lerdos para a virtude e passos ligeiros para o pecado, olhos compridos para ver ao longe “bate-sebas” da vida e vistas curtas para enxergar o socorro que vem do Senhor.
Já que os israelitas são como a bezerra indomável, o profeta pergunta: “Como pode o Senhor apascentá-los como cordeiros na campina?” (Os 4.16b). O lugar delas é no curral e não na campina. Enquanto a ovelha precisa mais do cajado, a bezerra precisa da vara.
Não vou cair na asneira de dispensar nem a vara nem o cajado do Pastor!
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“Um povo sem entendimento precipita-se à ruína!” (Os 4.14b)
QUANDO NÃO HÁ profetas que falem da parte de Deus, quando os sacerdotes são iguais ou piores do que o povo, quando ninguém sabe em que gaveta a Palavra de Deus está escondida...
Quando o vergonhoso deixa de ser vergonhoso, quando todos os diques são implodidos e todos os muros de arrimo são derrubados, quando a permissividade põe fogo em todas as placas de advertência...
Quando o povo pede conselho não a Deus, mas a um ídolo de madeira, “e de um pedaço de pau recebem resposta” (Os 4.12), quando essa mesma gente sacrifica no alto dos montes e queima incenso nas colinas não ao Senhor, mas às divindades estranhas...
Quando os sacerdotes que deveriam interceder pelo povo trompeçam dia e noite junto com os profetas que deveriam clamar da parte de Deus, quando todos eles abandonam o Senhor para se entregarem à prostituição...
Então “um povo sem entendimento precipita-se à ruína!”
Com ou sem ajuda dos ungidos do Senhor, tomarei todo o cuidado com o suicídio espiritual!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
“…Não castigarei suas filhas[…] nem sua noras […] porque os próprios homens se associam a meretrizes…” (Os 4.14ª)
NINGUÉM ESCAPA. Ninguém tem escrúpulo nem o temor do Senhor. Todos se entregam à prostituição. Ninguém se acanha, ninguém se escandaliza, niugém fica vermelho de vergonha. Se o marido tem o direito de associar com uma meretriz, a esposa também tem o direito de ter relações sexuais com outros homens. Todos sabem de tudo e deixam correr. As crianças nascem, crescem e são educadas nessa cultura promíscua e, sem demora, começam a participar dela.
Não é a lei do ventre livre, mas a do sexo livre. É a sociedade “ideal”, se, normas, sem tabus, sem castigo, sem moralismo e, sobretudo, sem moralistas. Os ex-moralistas há muito engavetavam o discurso moralista e também se declararam livres “para se entregarem à prostituição” (Os 4.10,11).
As filhas casadas ou solteiras de um pobre homem se prostituem bem como as mulheres de seus irmãos. Era para Deus punir essas meninas. Todavia, está escrito: “Não castigarei suas filhas[…] nem sua noras […] porque os próprios homens se associam a meretrizes”.
Direi sempre a mim mesmo: pecado é pecado, adultério é adultério prostituição é prostituição!
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“...Castigarei tanto o povo quanto os sacerdotes por causa dos seus caminhos...” (Os 4.9)
À PRIMEIRA VISTA, poderia-se pensar que Deus castigaria os sacerdotes e não o povo. Ou pelo menos mais os sacerdotes e menos o povo. Não foram os sacerdotes que deram mal exemplo, e encorajaram o povo a pecar? Eles não tinham responsabilidade maior? Todavia, a ameaça diz: “Castigarei tanto o povo quanto os sacerdotes”. É a teologia do “tanto...quanto”.
Deve-se pregar o evangelho tanto ao judeu quanto ao grego, tanto ao rico quanto ao pobre, tanto aos mais próximos quanto aos mais distantes. Deve-se também anunciar o juízo divino tanto aos sacerdotes quanto ao povo. É como está em Isaías: “[O castigo] será o mesmo para o sacerdote e para o povo, para o senhor e para o servo, para a senhora e para a serva para o vendedor e o credor” (Is 24.2)
No fim das contas, é fácil observar que como é o sacerdote, assim é o povo e, como é o povo, assim é o sacerdote. Um e outro são sempre parceiros.
Sou bereano: examino todos os dias as Escrituras para ver se é como me ensinam!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
[Os sacerdotes] “...trocaram a Glória deles por algo vergonhoso...” (Os 4.7)
HÁ TROCAS inacreditáveis. Como é possível trocar a árvore da vida pela árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.9)? Como é possível trocar o perdão pelo expediente da fuga (Gn 4.14)? Como é possível trocar os direitos de herança por uma única refeição (Hb 12.16)? Como é possível trocar a vida e a prosperidade pela morte e pela distruição (Dt 30.15)? Como é possível trocar a porta estreita e o caminho apertado que leva à vida pela porta larga e o caminho amplo que leva à perdição (Mt 7.13,14)? Como é possível trocar Jesus por Barrabás? (Mt 27.31)? Como é possível trocar as relações sexuais naturais por outras relações contrárias à natureza (Rm 1.26)? Como é possível trocar os tesouros nos céus, onde os ladrões não roubam por tesouros na terra, onde os ladrões arrombam (Mt 6.19,20)? É difícil dizer qual é a troca mais burra. Talvez seja a troca mencionada em Oséias: “[Os sacerdotes] trocaram a Glória deles por algo vergonhoso”. A Glória deles é a “glória do Deus imortal” (Rm 1.23) e esse “algo vergonhoso” é a “imagem de um boi que come capim” (Sl 106.20)
A minha glória é Deus. Em última análise, tudo o mais passa de refugo, de resto!
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“...Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito...” Os 4.6b)
UMA DAS TRÊS COISAS desaparecidas na época do profeta Oséias era o conhecimento de Deus (Os 4.1). A falência da pregação, da exposição e da leitura da Palavra de Deus escondeu Deus do povo. Enquanto a ordem era “conheçamos o Senhor” e “esforçemo-nos por conhecê-lo” (Os 6.3), acontecia o inverso. O esforço seguia em sentido contrário: para diminuir a lembrança do nome de Deus, da pessoa de Deus e do caráter de Deus. O conhecimento de Deus incomoda, trava paixões intereriores, engorda a boa consciência, infunde medo.
Esse caminho, todavia, é uma loucura. Aumenta a velocidade do gozo, mas acaba com o freio. Não há como parar nem nos buracos nem nas curvas nem no final da estrada da vida. Daí a lembrança histórica: “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento” (Os 4.6ª).
O juízo de Deus contra os sacerdotes que rejeitam a bagagem de conhecimento de Deus é proporcional à loucura cometida: “Uma vez que vocês [sacerdotes] rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito”.
Acomodo a Palavra de Deus no meu coração para eu não pecar contra Ele!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
”…Só se vêem[…] roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam etodos os limites!” (Os 4.2)
O PROFETA ESTARIA inventando? Estaria exagerando? Teria ficado louco? É verdade mesmo que só se viam maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério, que o derramamento de sangue era constante e que seus contemporâneos ultrapassavam todos os limites?
Como foi possível acontecer tudo isso naquela época (mais de 700 anos a.C.), numa faixa de terra pequena e no meio de um povo que conhecia de cor os Dez Mandamentos e que havia sido chamado e treinado para ser “uma luz para os gentios” (Is 49.6)?
Como foi possível chegar a este ponto de deterioração moral numa época em que não havia televisão, internet, revistas e filmes de violência e pornografia, tráfico e drogas e turísmo sexual?
A verdade é que a humanidade não muda, é sempre a mesma, ultrapassando “todos os limites”, repetidas vezes. “Não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), nem nas eclosões do caos moral e espiritual. Não ultrapassarei os limites que Deus tem me imposto, por sua misericórdia!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
“...Os israelitas viverão muitos dias sem rei e sem líder, sem sacrifício e sem colunas sagradas...” (Os 3.4)
A PRIVAÇÃO será ampla e demorada. Não será de provisões alimentícias. Não será por apenas sete anos. Não será uma reedição de vacas magras dp faraó do Egito. A privação mexerá com as institutições fundamentais do povo. Na área política: “Os israelitas viverão muitos dias sem rei e sem líder”. Na área religiosa: “sem sacrifício e sem colunas sagradas, sem colete sacerdotal e sem ídolos de família”. Serão retirados os instrumentos legítimos de culto (o sacrifício e o colete sacerdotal) e os que foram erroneamente acrescentados (as colunas sagradas e os ídolos de família). A fome não será de farinha, mas de Pão da vida.
A privação não será eterna, mas também não será de curto prazo. Vai acabar um dia. Talvez por ocasião da parúsia, na chegada do Grande Rei, filho de Davi, herdeiro do trono. Assim como chegou para os efésios: antes de conhecerem o evangelho e serem alcançados pela graça, eles estavam sem Cristo, sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2:12).
O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta!
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“…Não sera mais prostitute nem pertencerá a nenhum outro homem…” (Os 3.3b)
QUANDO A MULHER DE Oséias ainda era amada por outro e quando ainda era adútera, o profeta a trouxe para casa e lhe disse: “Você viverá comigo por muitos dias; não será mais prostituta nem pertencerá a nenhum outro homem”. A infeliz mulher foi resgatada da prostituição e transportada para o doce lar (Cl 1.13).
Não é a primeira ex-prostituta da história bíblica. Muitos anos antes, a prostituta Raabe, de Jericó, aquela que pela fé acolheu os espiões de Josué (Hb 11.31), foi igualmente resgatada do meretrício e transportada para a casa de Salmon, com quem se casou com Rute, que deu à luz a Jessé, que se tornou pai de Davi (Rt 4.20-22; 1 Cr 2.11-15). O nome desta ex-prostituta está na árvore genealógica de Jesus Cristo (Mt 1.5).
O reino de Deus é formado de ex-prostitutas, ex-adúlteros, ex-homossessuais, ex-avarentos, ex-trapaceiros, ex-ladrões, ex-alcóolatras, ex-caluniadores (1 Co 6.9-11).
O que eu fui, não sou mais, nem quero ser!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos
“...E eu lhe disse: Você viverá comigo por muitos dias...” (Os 3.3ª)
O MARIDO ESTAVA em casa; a mulher no prostíbulo. A distância entre um outro era menos de ordem física e mais de ordem moral. Era ela que tinha vergonha dele e não ele que tinha vergonha dela. A separação era progressiva. Até que ele foi atrás dela e a trouxe para casa. O marido ofendido propôs à mulher até então infiel: “Você viverá comigo por muitos dias [...] e eu viverei com você”.
Essa comovente história é a daquele levita que foi a Belém para trazer de volta a mulher que o havia traído quatro meses antes. O homem conseguiu convencê-la e pôs-se a caminho do lar com ela (Jz 19.1-10).
A reconciliação escatológica é aquela que porá fim à separação entre Deus e o ser humano, provocada pela queda, quando o homem e a mulher foram infiéis ao Senhor e dele se esconderam (Gn 3.8). Quando essa reconciliação acontecer, nós viveremos com Deus e Ele conosco (Ap 21.1-4).
De reconciliação em reconciliação aproximo-me cada vez mais da reconciliação final.
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Vá, trate novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera (Os 3.1)
QUANDO O OBJETO de nosso amor é certinho em tudo, não é preciso fazer esforço algum para amá-lo. Nesse caso, o amor não é necessariamente uma virtude. É um sentimento espontâneo, fácil e agradável. É uma resposta ao amor de outra pessoa, uma troca de amor.
Mas, amar a esposa que é amada por outro homem e que é comprovadamente adúltera, isso é muito diferente. Só o amor verdadeiro, o amor intenso, o amor bondoso pode realizar tal façanha. É aí que entra o amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, mencionado por Paulo no mais belo escrito sobre o amor (1 Co 13.7).
Só o amor divino é assim. O que Deus pede a Oséias – “Vá, trate novamente com amor a sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e ser adúltera” – Ele sempre faz. O exemplo vem de cima: “Ame-a como o Senhor ama os Israelitas, apesar de eles se voltarem para outros deuses [adultério religioso]”. Deus demonstra o seu amor por nós por meio de um fato consumado: “Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Rm 5.8)
Vou amar aquele que me ama e também aquele que me aborrece!
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Eu me casarei com você para sempre; Eu me casarei com você com [...] amor e compaixão (Os 2.19)
MULHERES SEM CONTA já receberam resposta negativa à pergunta: “Você quer casar comig?” Homens sem conta já receberam a mesma resposta a essa pergunta.
O casamento fica meio complicado quando o pretendente tem uma história de fracasso, quando é público e notório que ele possui uma moral duvidosa e já se meteu em muitas encrencas. Mas, há lindas exceções. Uma delas é o sim que o judeu Salmon disse à prostituta Raabe que morava em Jericó, a primeira cidade dos filisteus a ser conquistada por Josué. O casal entrou para a história por serem os pais do formidável Boaz e por fazerem parte da genealogia de Davi (Rt 4.18-22) e de Jesus (Mt 1.5).
Muito mais bonita que a história da meretriz Raabe (Hb 11.31) é a declaração de amor da famosa mulher adúltera do livro de Oséias recebeu da parte do Senhor: “Eu me casarei com você para sempre; eu me casarei com você com justiça e retidão, com amor e compaixão”. O Senhor deixou bem claro que o casamento nao era só por compaixão, mas também por amor!
Se eu trair o Senhor mais uma vez, não sei onde porei a minha cara, em vista do seu amor e da sua compaixão!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos.
Tirarei dos seus lábios os nomes dos baalins; seus nomes não serão mais invocados (Os 2.17)
SE NÃO HOUVESSE o Deus-que-tira estaríamos desgraçadamente perdidos para sempre. Mesmo que queira, mesmo que prometa, mesmo que se esforce ao máximo, o homem não consegue livrar-se sozinho de certos hábitos, por menores que sejam. Ele não consegue se libertar do fumo, do álcool, dos entorpecentes, do pavio curto, dos nomes feios, da lascívia, do rancor, da maledicência nem de mil outras fraquezas.
Na época do profeta Oséias o sincretismo religioso chegou a tal ponto que os judeus misturavam a crença tradicional em só Deus com a crença em outros deuses e deuses, os muitos baais ou baalins (Ball-Peor, Baal-Berite, Baal-Xebube).
O Deus-que-tira os decendentes de Abraão do Egito, tirou de dentro deles o coração de pedra (Ez 36.26) e agora promete tirar de seus lábios os nomes dos baalins.
O Deus-que-tira a escória da prata para valorizar o metal (Pv 25.4) e, está é a melhor notícia, tira o pecado do mundo!
Deixarei devassado meu interior para o Senhor tirar de lá o que não presta!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos.
Ali devolverei a ela as suas vinhas, e farei do vale de Acor uma porta de esperança (Os 2.15)
NÃO É POSSÍVEL! O vale de Acor não era de saudosa memória. Nesse lugar Acã foi apedrejado (Js 7.24-26). Na verdade, o nome certo não era vale de Acor, mas vale da Tribulação. Agora, em sua misericórdia e também sua sabedoria, o Senhor promete fazer desse vale uma porta de esperança. Só Deus mesmo!
Ali está, perto de Jericó, uma porta de esperança. Basta exergá-la, visualizá-la, aproximar-se dela, passar para o outro lado e impregnar-se de esperança! Na Bíblia a outros casos de transformação de lugares sombrios em lugares saudáveis. Aqueles que encontram força em Deus, "ao passarem pelo vale de Baca [também chamdo de vale das Lágrimas], fazem dele um lugar de fonte" (Sl 84.6)
Todos que localizam as portas de esperança por ai a fora tem obrigação mostrá-las aos outros e até mesmo de conduzí-los até onde elas estão.
Jesus fixou o mandamento da retribuição: "Voces receberão de graça; dêem também de graça" (Mt 10.8). Só assim é possível acabar com os vales da tribulação e das lágrimas.
Vou me amaldiçoar todas as vezes que eu não mostrar aos que sofrem a Porta da Esperança, que é Jesus!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato, a qual recomendamos.
Agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e falar-lhe com carinho (Os 2.14)
HÁ OS QUE ATRAEM pessoas inocentes e as levam para o deserto [ara fazer-lhes um mal qualquer. É o que Caim fez quando disse a Abel: "Vamos para o campo". Qaundo estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou " (Gn 4.8). É o que fez o diabo quando levou Jesus a um monte muito alto e ali o tentou mais uma vez (Mt 4.8).
Mas, no caso daquela mulher insaciável que representava o povo de Istrael e que continuava a ir atrás dos seus amantes, aquele qie procurava atraí-la e "falar-lhe com carinho", fazia-o com a intenção mais bonita possível. Ele, o Senhor, queria conversar a sós com a mulher desvairada e colocá-la em perfeito juízo outra vez.
O Senhor queria monstrar-lhe não 'todos os reinos do mundo e o seu esplendor', como o diabo fez com Jesus e ainda faz conosco hoje, mas as imagens de um passado comprometido com o bem e feliz. Quem sabe assim, ela criaria juízo de vez e abandonaria para sempre seus amantes e sua vergonhice?!
Com carinho ou com vara, não importa. O que mais quero é recuperar o juízo!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
Acabarei com a sua alegria: suas festas anuais [...] e todas as suas festas fixas [Os 12.11]
O QUE TODO MUNDO deseja não é fim da alegria, mas o fim da tristeza. Alegria e tristeza são dois estados opostos. Não ocupam o mesmo lugar nem o mesmo tempo, mas se revezam.
Não é qualquer um que está prometendo: "Acabarei com a sua alegria". Não é um psicopata, algum esquizofrênico, algum sádico, algum palhaço que está ameaçando: "Acabarei com a sua alegria". Quem promete acabar com a alegria é o Senhor.
A alegria que o Senhor vai interditar é a alegria da lascívia, dos encontros clandestinos, dos prazeres transitórios do pecado (aqueles aos quais Moisés teve a coragem de rejeitar), do vinho, dos entorpecentes, das orgias, da região distante para onde se dirigiu o filho perdido, do ter (e não do ser), das muitas festas religiosas que tomam o lugar da cruz, das trinta moedas de prata (o preço do sangue inocente). Que essa alegria se vá!
Eis a minha opção: prefiro carregar o peso da cruz a desfrutar os prazeres do pecado durante alguem tempo.
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
A MULHER FOI INFIEL AO marido. Deixou-o por outros homens. Prostitui-se. Entregou o corpo que era dele, pois "a mulher não autoridade sobre o seu próprio corpo mais sim o marido"(1 Co 74), aos que tinham esse direito. Ela cometeu traição contra o homem de sua vida. Ela perdeu o juízo, acreditou na mentira, se deixou seduzir, perfemou a sua cama e falou com todo mundo: "Venha, vamos embriagar-nos de carícias até o amanhecer; gozemos as delícia do amor!" (Pv 7.18).
Porém, passado algum tempo, a mulher infiel acordou, caiu em si, conseguiu raciocinar e decidiu: "Voltarei a estar com o meu marido como início, pois estava bem mellhor do que agora".
Essa é a versão do Antigo Testamento da relação do pecador arrependido com o reino de Deus. A versão do Novo Testamento é a história do filho perdido da parábola de Jesus. Ele também acorda, cai em si, e consegue raciocinar e decide: "Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai"(Lc 15.18).
Não me deixarei seduzir, não sairei da casa do Pai, trocando o melhor pelo pior!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
Bloquearei o seu caminho como espinheiros; eu a cercarei de tal modo que ela não poderá encontrar o seu caminho (Os.2.6)
A MULHER CASADA está resolvida a se prostituir: "Irei atrás dos meus amantes, que me dão comida, água, lã, linho, azeite e bebida" (Os 2.5). Já está a caminho, já está ardendo em paixão. O que fazer para que ela volte o mais depressa possível?
É aí que entra a maravilhosa graça: "Bloquearei o seu caminho como espinheiro". Em outras palavras, a mulher vai encontrar dificuldades pela frente, vai se ferir com espinhos, vai se dar mal, vai parar para pensar, vai desejar voltar e vai voltar (Os 2.7)
Quem bloqueia é Aquele que "fecha [e] ninguém pode abrir" Ap 3.7). É Aquele a que Jó se refere. "Ele bloqueou o meu caminho, e não consigo passar"(Jó 19.8). É Aquele a quem Jeremias se refere: "Ele impediu o meu caminho com blocos de pedra"(Lm 3.9). É Aquele que colocou em Paulo não um espinheiro, mas um "espinho na carne" para bloquear o caminho do apóstolo em direção à soberba e proteger a sua humildade (2Co 12.7).
Se, porventura, eu errar o caminho, que Deus coloque alí blocos de pedra! Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
A mãe deles foi infiel, engravidou deles e está coberta de vergonha (Os 2.5)
A MULHER FEZ coisas muito feias. Foi longe demais. Infelicitou muita gente. Tudo veio à tona. De repente, todo mundo debaixo do sol ficou sabendo de suas sujidades. Agora, ela está coberta de vergonha. Não é para menos.
O capuz da vergonha é insuportável. Pode levar ao súicídio. Vergonha é sinônimo de opróbrio, de ignomínia e da desconhecida verecúndia. Significa desonra humilhante, rebaixamento público. É um sentimento penoso e inevitável.
Aqueles que não tem vergonha de pecar, mais cedo ou mais tarde, quando forem apanhados, terão de usar o capuz da vergonha.
Sabe-se bem da vergonha da história humana. Uma vergonha dramática - a vergonha que tomou conta de Adão e Eva logo após a queda (Gn 3.7). Sabe-se da vergonha de Davi, de Pedro e do casal Ananias e Safira. Não são poucos os que se queixam do capuz da vergonha e confessam: "O meu rosto está coberto de vergonha" (Sl 44:15)
O Capacete da salvação há de me proteger continuamente do capuz vergonha!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
"...Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel..." (Os 1:5)
QUANDO A PEÇA DE MAIOR valor se quebra, ficamos de pés e mãos amarrados. A peça de maior valor, a peça imprescindível, varia de uma pessoa para outra, de uma época a outra, de uma circunstância a outra. Pode ser uma atiradeira, um conjunto de arco e flechas, uma espada, uma espingarda, um revólver, um lança-bombas. Como também pode ser uma dentadura, um veículo, um celular, um notebook.
Qualquer apetrecho experimentado e continuamente usado, quando é quebrado, gera insegurança e até pânico. Significa perder o imperdível.
Oséas se fez entender quando ameaçou: " Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel". Logo no vale de Jezreel, onde o arco de Israel havia provocado o famoso massacre de muitas dezenas de pessoas relacionadas com o rei Acabe.
Nessa hora de arco quebrado, de dentadura quebrada, de carro quebrado, de celular quebrado, Deus nos deixa vazios, indefesos, humilhados e estáticos. Então começa a hora e a vez dEle!
Não farei minha segurança girar em torno de meros apetrechos quebráveis!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
"...O povo de Judá e o povo de Israel serão reunídos, e eles designarão para sí um só lider..." (Os 1.11)
A RUPTURA ACONTECEU no início do reinado de Roboão, filho e sucessor de Salomão, lá pelo ano 930 antes de Cristo. Fomaram-se então o reino do norte (Israel) e o reino do sul (Judá). A capital do primeiro era Samaria; e a do segundo, Jerusalém. As tribos de Benjamim e de Judá ficaram com o reino de Judá; as outras com o reino de Israel.
Depois de quase dois séculos de separação, Oséias anuncia: "O povo de Judá e o povo de Israel serão reunídos, e eles designarão para sí um só líder". As duas notícias são de igual relevância e se completam.
O discurso de um só líder percorre toda a Bíblia. Temos um só Deus (1 Tm 2.5), um só Senhor (Dt 6.4), um só Pai (Ef 4.6), um só Sacerdote (Hb 5.5,6), um só Salvador (At 4.12), um só Redentor (Is 54.5), um só Mediador (1 Tm 2.5), um só Caminho (Jo 14.6), um só Pastor (jo 10.16).
Essa unicidade de Deus elimina qualquer confusão e impõe uma só adoração: "Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto" (Mt 4:10).
Não tenho outro Deus, outro Pai, outro Redentor, outro Caminho senão o Senhor!
Extraído do Livro Refeições diárias com os Profetas Menores Elben César - Editora Ultimato.
"...Até aqui nos ajudou o Senhor..." I Samuel 7:12
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